Mente Confiante

Dislexia

Dislexia é um transtorno de aprendizagem no qual a criança não consegue adquirir a leitura, escrita e/ou noções dos cálculos matemáticos dentro do prazo esperado para a faixa etária.

São crianças com inteligência normal, mas a decodificação dos símbolos da escrita e/ou números são processados em área do cérebro diferente, geralmente um caminho mais “longo”, o que levará a uma lentidão para que essa aquisição se processe.

Essas crianças entendem muito bem auditivamente e os testes na modalidade oral são indicados para a avaliação escolar.

A aprendizagem pode ser conceituada e avaliada de infinitas formas, mas o ponto essencial nas diversas definições é um
processo que se cumpre no sistema nervoso central, produzindo modificações e melhor adaptação do indivíduo
ao meio (Rotta,2006).

Também pode ser definida como “mudança de comportamento provocada pela experiência” (Fonseca, 2008).

No ato de aprender são necessárias integração de diversas funções, entre elas: funções cognitivas, de memória (s), atencionais,
além de processamento da informação, uso da linguagem (psicolinguística) e desenvolvimentos emocional e comportamental.

A aprendizagem adquire caracterísitcas peculiares na infância. Ela depende tanto da maturação neurológica (sinaptogênese e mielinização) como da neuroplasticidade (muito mais intensa nas crianças).

À medida que a criança amadurece, áreas e funções perceptivas e motoras se tornam mais funcionais e capacitadas para a execução de habilidades mais complexas.

Para aprender é preciso tanto integração como maturação das diversas áreas cerebrais envolvidas no processo.

Atualmente, a nomenclatura mais adequada para falha no processo de aprendizagem é distúrbio ou transtorno de aprendizagem, uma tradução do inglês learning disabilities, usada pela primeira vez por Kirk em 1962 (Ciasca, 2003).

Diante de uma criança com mau desempenho escolar, é fundamental ter presente a distinção entre Transtorno de Aprendizagem (TA) e Dificuldade Escolar (DE).

A Dificuldade Escolar (DE) relaciona-se com problemas de origem pedagógica, sem qualquer envolvimento orgânico.

Já os TA relacionam-se com problemas no funcionamento (aquisição e desenvolvimento) de funções cerebrais envolvidas no ato de aprender e têm origem orgânica.

Assim, a distinção entre TA e DE é essencial.

Nos dias atuais, o TA é um importante e emergente problema escolar e social.

Ocorre muito mais frequentemente em meninos do que em meninas, na proporção de até 6:1 (Ciasca, 2003).

As estimativas de prevalêcia mundial chegam a 15% a 20% da populãção infantil no primeiro ano de escolaridade, dos quais 7% teriam algum tipo de disfunção neurológica, sendo 5% com sinais neurológicos leves e 2% com disfunções graves.

Essas estimativas podem chegar a 30 a 50%, se forem analisados os 6 primeiros anos de escolaridade (Ritter, 2005; Rotta, 2006).

Fonte:

FONSECA, Luiz Fernando, XAVIER,Christóvão de C., PIANETTI, Geraldo, Compêndio de Neurologia Infantil, Ed. Medbook, 2ª Edição (rev., atual. e ampliada), Rio de janeiro – RJ, 2011, Capítulo 65, “Transtornos de Aprendizagem”, págs. 777 a 783.

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TIPOS

No DSM IV (1994), os transtornos de aprendizagem são classificados de acordo com a área educacional em:

Transtornos da Matemática (discalculia do desenvolvimento):

Capacidade matemática, individualmente testada, abaixo do esperado para idade cronológica, inteligência e escolaridade.

Compreende 6% dos TA, atingindo ambos os gêneros igualmente.

Transtorno da Expressão Escrita:

Habilidade da escrita, individualmente testada, abaixo do esperado para idade cronológica, inteligência e escolaridade.Compreende 8% a 15% dos TA.

O transtorno da escrita afeta todas as áreas acadêmicas.

Transtorno de Leitura (ou transtorno específico de leitura ou dislexia do desenvolvimento):

Rendimento de leitura inferior, individualmente testado, acentuadamente abaixo do esperado para a idade cronológica, inteligência e escolaridade.

Compreende 80% dos TA.

Shaywitz (1998) enfatiza que é uma dificuldade na aquisição de leitura inesperada para as habilidades cognitivas, motivação e escolaridade.

Obedece um modelo dimensional (continuum) e persiste por toda a vida.

Existe forte herança genética.

É frequente a comorbidade com TDAH, com estudos mostrando taxas que variam de 25 a 40%.

Assim diante de uma criança com diagnóstico de dislexia, é imprescindível avaliar a presença de TDAH associada.

Fonte:

FONSECA, Luiz Fernando, XAVIER,Christóvão de C., PIANETTI, Geraldo, Compêndio de Neurologia Infantil, Ed. Medbook, 2ª Edição (rev., atual. e ampliada), Rio de janeiro – RJ, 2011, Capítulo 65, “Transtornos de Aprendizagem”, págs. 777 a 783.

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TRATAMENTO

O tratamento dos transtornos de aprendizagem deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais experientes na área educacional.

Deve ser composta pelos seguintes profissionais:

* Médico (Pediatra, Neurologista)
* Neuropsicólogo
* Fonoaudiólogo
* Terapeuta Ocupacional
* Psicopedagogo

Drª Valéria Modesto

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