Mente Confiante

Depoimentos

  1. /Victor

    Será que eu sou a única pessoa do mundo que, além de ter sérios problemas de concentração e atenção, praticamente não tem memória? Não me refiro apenas à memória de curto prazo, normalmente afetada pelo TDAH, mas também à de longo prazo, até mesmo visual.
    Simplesmente não lembro da maior parte da minha vida. Tenho 21 anos de idade, curso administração em uma instituição privada renomada, vou relativamente bem, na medida do possível, mas sinto que não aprendo absolutamente nada. E sempre foi assim. Nos tempos de colégio, passava o bimestre todo sem mal saber do que se tratava a matéria. Na véspera, pegava toda a matéria e dava um jeito de aprender, de alguma forma, e conseguia ir bem, ou pelo menos passar na média. Nunca peguei uma recuperação. Porém logo após a prova, mesmo que eu tirasse um dez, vinham me perguntar que resposta havia colocado em determinada questão, e já nem me lembrava quais eram as questões, quem dirá as respostas e a própria matéria. Então, na época do vestibular, estes problemas de concentração e organização ficaram mais aparentes, e decidi investigar. Fazia terapia, por ser um tanto quanto agressivo e explosivo, e, frequentemente, antissocial e pouco confiante. Primeiro foi constatado que sofria de depressão. Tomei sertralina por uns tempos. Houve uma sucinta melhora no meu humor, porém pouquíssimo progresso na minha concentração. Como pretendia cursar medicina para atender às expectativas da minha mãe e me equiparar aos meus primos, ambos formados em medicina, falhei, embora tenha ido relativamente bem no vestibular, para quem não havia estudado nada.
    Obviamente, conseguia algum êxito nas provas objetivas, pois, quando se tratava de uma prova dissertativa, =principalmente de exatas, não conseguia resolver absolutamente nada. Caso se tratasse de alguma matéria pela qual me interessasse, ainda conseguia desenvolver alguma coisa, embora não uma resposta à altura de um vestibular de medicina.
    Decidi fazer um ano de cursinho. Carga horária muito mais elevada do que no colégio, muito mais matéria, muito menos moleza e muito menos cobrança, estuda quem quer, porque sabe que é necessário. Não estudei, não conseguia estudar.
    Concluí que deveria ter TDAH.
    Passei por uns 3 neurologistas diferentes, até que um finalmente conferiu credibilidade às minhas queixas e me prescreveu a Ritalina.
    Tive uma boa melhora na disposição e no humor. Conseguia manter o foco nas aulas. Mas chegava em casa e já não lembrava de nada, como de praxe, e desanimava de estudar. Então, após insistir por um tempo na Ritalina comum, meu neuro me passou a LA.
    Continuei com melhoras sutis, porém fiquei extremamente irritado, como é costumeiro da Ritalina LA.
    Então, após um tempo, desisti da Ritalina, acreditei que fosse tudo coisa da minha cabeça, e fui diagnosticado com transtorno bipolar, o que era, até então, uma comorbidade. O grande problema destes transtornos é a dificuldade de se definir qual é o verdadeiro transtorno e qual é a comorbidade, a consequência. Consequentemente, dificulta ainda mais o tratamento. Cortei a Ritalina e passei a tomar Reconter e Carbonato de Lítio. Falhei miseravelmente no vestibular de medicina, e acabei optando por estudar administração com comércio exterior no Mackenzie. Hoje estou prestes a começar o sexto semestre. Passei a minha vida acadêmica toda sem Ritalina, embora esteja claro que tenho TDAH. Tenho um desempenho razoável, já peguei algumas DPs, mas no geral vou bem, passo com notas boas e vou melhor do que a maioria dos meus amigos e conhecidos que não têm TDAH (estes, sim, preguiçosos).
    Durante as férias, trabalho com o meu pai na empresa dele. Como ele é engenheiro, ao passar o dia com ele, fica cada vez mais clara a minha dificuldade, ao tentar entender as coisas que ele me explica e me perder completamente até nas coisas mais simples. Há umas 3 semanas voltei no meu neuro, conversei com ele, expliquei o que sinto e ele novamente me prescreveu a Ritalina, em conjunto com os outros remédios que tomo, que não podem ser cortados repentinamente. Na primeira semana me senti ótimo. Disposto, com vontade de fazer mil coisas, mais prestativo e útil. Porém, na segunda semana já estava acomodado, desanimado e desesperado como antes.
    Fiz um texto gigantesco, cheio de digressões, e acabei fugindo ao ponto principal de questionamento que todo dia juro a mim mesmo tentar responder, ou pelo menos buscar uma resposta: memória extremamente ruim.
    Alguém mais padece deste mal? Li que alguns por aqui têm uma memória fantástica e lembram de coisas absurdas e inusitadas, embora sejam “esquecidos” (desatentos).
    Já eu não. Tenho apenas 21 anos de idade, e não me lembro de praticamente nada da minha infância. Não me lembro do que fiz semana passada, muito menos do que fiz mês passado.
    Fiz algumas viagens para o exterior, e não me lembro de quase nada delas, e, o pouco que lembro, é pelos comentários de outras pessoas que estavam lá e se recordam, meio que implantando suas memórias em mim.
    Tive diversos relacionamentos, e nem me lembro dos nomes da maioria das mulheres com quem me relacionei.
    Conheço ou sou apresentado a pessoas, e depois não me lembro mais delas. Não apenas do nome, às vezes encontro com a pessoa meses depois e simplesmente não me recordo de já tê-la visto, como se fosse a primeira vez. ALÉM disto tudo, também sou absurdamente esquecido e tenho péssima memória de curto prazo, típico de um TDAH.
    Me preocupo muito com isto e gostaria de saber se alguém também sofre com isto como eu. Não conheço minha genética, sou adotivo.
    Meus pais são extremamente inteligentes, meu pai é muito conhecido no segmento dele, minha mãe, embora não tenha tido a oportunidade de fazer a faculdade de medicina com a qual tanto sonhou, é muito inteligente e bem-informada.
    Ambos têm ótima memória.
    Já eu não tenho como saber, justamente por ser adotivo. Também sempre tive problemas de alimentação, era muito seletivo com comida e acabava não comendo quase nada de saudável, como peixe, frango, ovo, carne em geral. Sempre repudiei. Só comecei a comer de tudo recentemente, especialmente por conta da academia, e também para tentar melhorar meu desempenho cognitivo. Como a alimentação é essencial para o desenvolvimento da química cerebral, talvez isto tenha me deixado algum tipo de sequela. Infelizmente, por mais que meus pais insistissem, eu passei boa parte da minha infância comendo apenas coisas que não me enojavam, que eram poucas.
    Vou inúmeras vezes em um mesmo lugar, mas sempre me confundo bastante com o trajeto, como se todas as ruas fossem iguais. Às vezes, nem faço a menor ideia de como ir a determinado lugar, por mais que já tenha ido anteriormente neste exato local ou passado por ele.
    Peço mil desculpas pelo texto gigantesco, mas precisava desabafar. Converso muito com meus pais, eles me dão todo o apoio possível, são compreensivos com as minhas limitações, mas sinto que às vezes nem eles entendem, que acham que é um pouco de exagero da minha parte, coisa da minha cabeça, e que na verdade eu sou capaz de muito mais, me superestimando.
    Na verdade eu que sempre me subestimo.

  2. Cecília Messias Mariano

    Olá meu nome é Cecília Messias Mariano,sou mãe do Helenilson M.de Oliveira hoje ele tem 10 anos ,passei por vários médicos sem resultados satisfatórios. Foi quando comecei o tratamento com Dra.Valeria, lembro-me como se fosse hoje, ele estava destruindo o consultorio e eu com muita vergonha, pois nem eu sabia o que ele tinha e nem conseguia fazer ele parar,muito agitado.
    Eu não conseguia andar com ele nas ruas ,quando ia levar ele nas consultas era uma semana pra me recuperar de tanta tensão,na escola não podia ser diferente não parava um so minuto eram poucas as coisas que prendiam a atenção dele e agressivo.
    Hoje estou escrevendo esse depoimento para dizer o quanto ele melhorou,ele esta no quarto ano e até o terceiro ano não conhecíamos a letra do Helenilson. Encontrei uma professora que aceitou me ajudar porque em colégio publico é difícil. Sou avisada a cada prova que tem, pois consegui com que a secretaria de educação me autorizasse a acompanhá-lo. Ele consegue ler, sem fazer muitas pausas,esta conseguindo escrever textos que pra mim que não conhecia a letra dele são imensos,consegue interagir com os colegas na escola antes ele ficava em um canto sozinho,hoje nas consultas eu consigo andar com ele sem dar as mãos pois antigamente ele sumia de vista,estou muito feliz a muito o que fazer mas já conseguimos bastante.Obrigada Dr.Valeria por me apoiar e dedicar seu tempo para nossos filhos com tanto carinho.

  3. Lenny

    Sempre tive dificuldade em me concentrar em coisas e pessoas que não eram interessantes para mim. A distração foi um problema, desde a infância. Esquecimentos constantes, perda de foco. Mas naquela época não se falava em Deficit de Atenção. Com o tempo me tornei mais reservada, como sou até hoje. Não me apego a pessoas, coisas, lugares, metodos. Gosto mesmo é de estar só ou no máximo com três ou quatro pessoas de quem realmente sinto falta, mas uma de cada vez (filho, namorado, pais). Invento desculpas para não sair, estar no meu lar me deixa muito feliz, considerando que na semana só vou em casa praticamente para dormir. Esse mundo hiperlotado me cansa, odeio multidões, filas, engarrafamentos, barulho excessivo. Também perco facilmente o interesse por atividades repetitivas, como trabalhar com horário fixo e fazendo sempre a mesma coisa, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, indo e vindo pelo mesmo trajeto. Me sentia morta em vida! Um dia amanheci tão mal que não tive forças nem pra sair da cama. Nada mais importava. Viver daquele jeito era uma autoagressão, eu realmente preferia a morte e tentei alcançá-la, mas algo deu errado. Tomei vinte e cinco drageas de um medicamento ao qual tive alérgia, uma alérgia tão grave que apenas uma única unidade provocou um choque anafilatitico. Incrivelmente nada aconteceu dessa vez, nem uma bolha na pele, nada. Então eu acreditei que não podemos sair do jogo se o dono da brincadeira não permitir. Fui diagnósticada com depressão. Tomei vários tipos de antidepressivos e nenhum deles resolveu meu problema, só me deixam mais catatônica. Alguns anos se passaram, eu tive que lutar contra a minha natureza e voltar a minha vida “normal” (não acho que essa rotina insuportável possa ser considerada uma vida normal), mas nunca me senti feliz vivendo assim. Fico impressionada com certas pessoas que chegam todos os dias as oito, saem meio-dia, voltam as duas, saem de novo às dezoito. Sempre fazem o mesmo trajeto e pedem o mesmo prato. Nunca estão felizes ou tristes, estão sempre no meio-termo, mornas (robos ou zumbis?). Eu não consigo ser desse jeito e sou feliz por ser eu mesma, incompreendida por uns, criticadas por outros, mas sempre na contra-mão da maioria.. Esse ano um neurologista me receitou ritalina, após exame clínico, entrevista, eletro e PS300, e confesso que isso está me ajudando muito a suportar o insuportável. Nos fins de semana, feriados e férias eu nem lembro que ela existe, mas de segunda a sexta tem sido de fundamental importância. Ela já foi chamada de a “droga da obediência”, para mim é a “droga da tolerância”. Ela me ajuda a fazer o meu trabalho (chato, repetititvo e enfandoso), aguentar o longo expediente (em média 10 horas fechada numa sala/cela), o tempo disperdiçado para ir e vir todos os dias (num transito cada vez mais caótico)… etc. Ela me proporciona uma sensação de contentamento. Com ela consigo permanecer pelo tempo que tenho que ficar (como trabalho ou sem trabalho, eu tenho que cumprir a carga horária), e se a demanda não parar de chegar, tenho calma, atenção e disposição para entregá-la toda pronta, sem stress, sem vontade de esganar alguém por isso. Efeitos colaterais, como insonia, dor de cabeça, nauseas, não tive nenhum. Parecemos iguais mas somos tão diferentes, não devemos permitir que a experiência de outros influencie na nossa propria vivencia.

  4. Telma

    Ou descobri ao 47 que tenho deslexicia pq minha filha está apresentando este quadro TB ao 7 ano, e vou começar a tomar ritalina , e minha filha TB vai tomar e vou passar td aki para vcs ,gostei muito do relato de VC fiquei intusiamada e quero logo poder melhorar TB.bjs

    • Valéria Modesto

      Telma,
      Obrigada pelo seu depoimento!
      40% de pessoas com dislexia apresentam do transtorno de déficit da atenção/hiperatividade. O tratamento medicamentoso ajuda muito!
      É frequente apresentar-se também com auto estima baixa, ansiedade, dificuldades de relacionamento interpessoal.
      O tratamento em reabilitação psíquica é tão importante quanto o pedagógico! Você conhece algo sobre Biofeedback/Neurofeedbaack?
      Onde vocês residem?

  5. Vivian

    Olá, meu filho de 8 anos tem TDA e à uma semana ele começou a usar Ritalina e está reclamando de dor de cabeça e vomitando dia sim dia não. Falei com a médica dele e ela disse p suspender o remédio. E eu gostaria de saber se esses sintomas são normais! Se alguém puder me ajudar eu agradeço…

    • Valéria Modesto

      Vivian,
      São sintomas comuns quando se inicia o tratamento.
      Verifique com o médico assistente.

  6. Jamil Tannous Challouts

    Sou o pai do Breno, garoto de 15 anos. Resisti em várias ocasiões ao uso de ritalina. A primeira vez, por indicação do médico, Breno tinha pouco mais de 8 anos. Tomou por um período curto, parou. Na escola, a cada ano, a situação ficava mais difícil por não realizar as tarefas e pelo comportamento que atrapalhava o professor e colegas. Tirei da escola particular e coloquei na escola pública, por entender que ele não estava afim de estudar. A situação se agravou e quase que semanalmente era chamado na escola para ouvir queixas contra meu filho. Antes de mudar de escola, voltei a procurar ajuda médica. O Breno voltou a tomar ritalina e outra medicação para controlar a ansiedade (aciolítico). A combinação não funcionou. Breno, ainda na escola pública, continuava a dar problemas. Decidi, então, tirar da escola pública, e colocar novamente numa escola particular, desta feita com menos alunos em sala e mais aconchegante. Paralelo a isso, resolvi procurar outro psicanalista para uma avaliação. O Breno voltou a tomar ritalina, que receita de dois compridos de 10 mg antes de ir para escola e outro de 10 mg após a refeição. O resultado foi surpreendente e Breno conseguiu se destacar na escola, comportando-se como aluno exemplar. Ocorre que meu filho apresenta quadro de síndrome de pânico e, agora, mais recentemente, teve agravado um problema antigo: o TOC. Voltei ao médico ontem (14 de setembro/2015) e ele considerou necessário tirar a ritalina entendo que o remédio estaria acelerando o quadro de TOC e receitou dois medicamentos, sendo um para cuidar do TOC e outro para controlar o comportamento.No entanto, meu filho não quer seguir a determinação médica e deixar de tomar ritalinha. Ele teme que ficar novamente desinteressado pela aula por falta de concentração. A pergunta que faço a Dra Valéria é: o que devo fazer – seguir o médico ou seguir o que meu filho pede. Como controlar o TOC sem deixar de tomar ritalina? Agradeço pela oportunidade. Jamil

    • Valéria Modesto

      Sr. Jamil
      Sua pergunta refere-se a um Ato Médico.
      Sugiro que o Sr. converse detalhadamente com o médico de seu filho.
      Caso queira o meu parecer profissional é necessário que eu realize a consulta médica.
      Att.
      Valéria Modesto

  7. FERNANDA LIGUORI

    (Sei que esta gigante esse texto, mas se você se encontra perdido, ou sem saber o que fazer, sem acreditar que é capaz de resolver o problema que for, leia)
    Boa tarde, eu já fiz meu depoimento aqui uma vez, mas gostaria de novamente estar postando, devido a grande escala de crianças e adolescentes que veio conhecendo e estudando sobre o assunto.
    Sou TDAH, em um nivel bem forte digamos. Tenho 21 anos de idade e sou estudante de Educação Física e Pedagogia. Irei falar rapidamente meu histórico para vocês entenderem um pouco mais sobre mim.
    Eu refiz o Segundo periodo, porque nao aprendia a ler (um dos meus primeiros sinais), depois a escola foi a pior coisa pra mim. Aos 14 anos de idade fomos a Valéria iniciei tomando Ritalina, mas não deu certo, deu tudo errado na verdade, não fomos mais e nao fomos a fundo sobre o TDAH. Após ter passado por umas seis escolas diferentes para ver se alguma coisa dava certo, repeti o primeiro ano e aos 16 anos de idade quase 17, por algum motivo retornamos a Valéria e descobrimos o TDAH e retornamos ao tratamento com medicação e psicólogo. Refiz o Primeiro Ano do Ensino Médio de forma incrível, fui uma das melhores da turma. Mas, quando iniciei o Segundo Ano do Ensino Médio eu simplesmente não queria mais, muita coisa na cabeça e pedi minha mãe para largar a escola e ela deixou, pois ela tinha total noção dos meus problemas de depressão e loucuras dentro da minha cabeça, como já estava prestes a fazer 18 anos eu fiz Supletivo e ai tudo se resolveu.
    Aos 18 anos viajei para Austrália para estudar inglês por 5 meses (inglês que aprendi basicamente sozinha em dois anos), sempre gostei de países estrangeiros mais sempre fui péssima aluna na escola, mais quando fiz 16 anos comecei a me dedicar e fiquei impressionantemente boa nisso. Voltei em Abril, pois meu pai sentiu muita falta e vim visita-lo com a promessa de poder retornar em Julho. Eu conheci basicamente o amor da minha vida lá, morei com ele e a gente iria até casar para não ter mais esses problemas com o visto, mas a embaixada meio que descobriu esse relacionamento e quando reapliquei o visto foi rejeitado. Dai, muita depressão, etc etc etc. Eu como TDAH extrema, vi isso como o fim. Entrei em Agosto na faculdade de Educação Física, para aplicar o visto em dezembro novamente e mostrar que eu estava estudando e que não tinha planos de ficar na Austrália (o que era mentira), mas meu relacionamento a distancia causou muitos problemas pessoais para mim e para o gringo la e ele sumiu nessa época e meus pais também não queriam mais me mandar de volta.
    Então tive que focar na vida aqui para virar alguém e me mandar de volta para la nas minhas próprias custas. Nesse tempo com muita luta tirei minha carteira de moto e carro (mais foi muito difícil ta galera, mesmo já sabendo andar de moto desde nova só passei de terceira e de carro depois de um trilhão de aulas, pauta vencida, passei de sexta).
    Agora, chego na parte na qual eu quero, vou mostrar para vocês que mesmo a vida do TDAH ser essa montanha russa ela é capaz de conquistar coisas incríveis! Comecei a levar a serio a faculdade de Educação Física e comecei a fazer estágios em escolas, e achei uma paixão por crianças que já existia e decidi começar fazer faculdade de Pedagogia, pois so a de Educação Física estava muito fácil para mim e não me dava a base sobre a criança como queria. Em um desses estágios conheci um menino autista que abriu meus olhos para a vida e desde Agosto do ano passado tenho dedicado minha vida a ele, ao irmão gêmeo dele e aos estudos sobre Autismo. Achei com os dois e com a mãe deles que super me acolheu e ajudou, a me sentir realizada profissionalmente.
    Hoje, prestes a ter 22 anos, sou uma das melhores alunas nas duas faculdades, tenho carteira de moto e carro, tenho inglês fluente e fui convidada para morar em outra cidade com a família desses dois meninos autistas, para ser a mediadora deles nessa nova cidade. Fui reconhecida profissionalmente, desde o inicio desse ano trabalho como mediadora deles na escola aqui em Juiz de Fora e passei por MUITOS problemas, com as professoras e com a direção da escola, mas mantive minha cabeça erguida, meu superfoco no que eu queria, que era o desenvolvimento desses meninos e mesmo uma das professoras querendo me minimizar e me afetar, recentemente ela veio me pedir desculpas e pedir minha ajuda para trabalhar com um deles.
    Se vocês como eu é esse TDAH que não consegue mentir, que é ingênuo, que acredita no próximo, tem compaixão, é confiável e muitas vezes se encontra destruído, pois muitas pessoas tentam te afetas, machucar, CALMA, o bem sempre vence, a verdade e o bom trabalho também.
    Eu nunca achei que chegaria aonde cheguei, tenho sim muitos problemas na cabeça mais que estou sempre me segurando para não pirar.
    Amadureci muito, demorei para amadurecer e ainda falta muito, mais com a ajuda da minha MAE (que foi essencial, ela acreditar em mim, me suportar, solucionar, buscar respostas para meus problemas que cheguei aqui), se não fosse essa Valéria que é extremamente um anjo, que me inspira com essa dedicação de estudo, que tem a sabedoria nos lábios, uma visão incrivel para essa área do TDAH, eu não estaria aqui.
    Hoje em dia me dedico a educação especial, focada no Autismo e TDAH em crianças e adolescentes, eu busco mostrar a essas crianças e seus pais que todos nós somos capazes e o melhor de tudo é que somos DIFERENTES, temos um potencial que as pessoas ditas “normais” não são capazes de obter, nosso superfoco naquilo que amamos, ninguém é capaz de fazer melhor. Acredite em mim que você é capaz, já estive em um poço que parecia não ter fundo, em depressão profunda, mais realmente com ajuda da minha mae, da valeria e da medicação, hoje sou capaz de tudo, e meu próximo passo e não precisar da medicação para ser o que sou, eu sou contra ela, mas no momento no qual eu comecei a me medicar eu não havia outra solução.
    Eu estou a disposição de qualquer responsável ou pessoa com TDAH, para conversar, ajudar, ouvir, compartilhar o que sei sobre o assunto. Meu email é: fhorta7@gmail.com
    Sinta-se livre de me contatar, estou aqui para ajudar… pois sei que enfrentar essa jornada sozinho é impossível, devemos nós unir para vencer, pois somos capazes de TUDO. Acredite em você!

    • Valéria Modesto

      Fernanda,
      Sua história de vida emociona-me a cada vez que eu a relembro! E ler seu depoimento aqui novamente…nossa…sem palavras!!!
      Agradeço a cada dia o Dom que Deus me deu! Você sabe como eu “entrei” de cabeça nessa causa do TDAH! “Hiper-ultra-mega” foco para buscar conhecimentos e uma forma de podermos realizar o sonho de deixar o medicamento. Acredito nisso, apesar da Ciência, até o momento, no Mundo inteiro falar ao contrário!
      Porém minha esperança nesse assunto está sempre em alta! Já tenho alguns pacientes que acompanho que estão por quase um ano sem o medicamento.
      A minha nova área de estudo é o Biofeedback/Neurofeedback. E daí estou descobrindo um universo de coisas que se interligam, o que vai culminar em nossa melhoria de vida, com e apesar do TDAH.
      Muito obrigada por sua disponibilidade e confiança!
      Parabéns!!!

  8. Rodrigo S. Azevedo

    Já não aguentava mais errar, postergar e se sentir acorrentado, existir era um fardo pesado, sabia que tinha alguma coisa errada comigo e era este tal de TDAH, numa dessas pesquisas pela internet encontrei a Dr. Valeria e para minha surpresa o consultório fica perto de minha cidade, fui conhece-la e se não tivesse gostado não daria continuidade ao tratamento, mas gostei, conheci alguém preparado que entende o que eu sentia, o que eu fazia e o que eu deixava de fazer. Estava certo em confiar em alguém competente e aceitei todas as suas intervenções em minha vida, desde a medicamentosa e comportamental, atualmente com a ajuda da Dr. Valeria melhorei consideravelmente e estou consciente de quem sou, é mais fácil e mais leve viver assim. Agradeço a Dr. Valeria pela inestimável ajuda.

  9. Fernando Silveira

    Bom dia. Vi minha minha história se repetir em vários depoimentos acima. Tomei Ritalina por dois anos e os resultados forem surpreendentes e a maioria deles perduraram mesmo após interromper o uso da medicação. Hoje uso Venvanse. A diferença é que houve um grande aumento na resiliência (suportar melhor os stress, resultando em um relacionamento mais saudável com as pessoas e o ambiente que nos cerca, decorrendo disso mais felicidade no trabalho, na família e em tudo mais que diga respeito ao convívio com as pessoas. O curioso é que, pelo menos no meu caso, ela não me deixa “mais ligado”,como ocorria com a Ritalina. Por exemplo, durante o tratamento com a Ritalina, fui fazer a prova do Enem e saí do local, após terminar a prova, extremamente cansado, esgotado mesmo (vocês podem achar isto normal, mas para um TDAH, que normalmente não consegue dar continuidade em suas tarefas, isso soa diferente). Mas fiz a prova até o fim! No meu entender, é melhor podermos controlar nossas ações (e decisões) priorizando nossa saúde. No caso de uma prova do Enem, temos que nos preparar adequadamente nos estudos e realizarmos a prova com tranquilidade e paz, senão poderemos afetar de forma inadequada nosso organismo e a repercussão disto não será boa. Portanto, para mim, o Venvanse foi a medida certa. Sou muito mais feliz no trabalho, na família e nas relações sociais em geral. As conquistas obtidas com a Ritalina (conseguir manter a atenção nas pessoas e nas coisas, sem stress) foram mantidas. O problema é que sou também paciente TOC (Transtorno Obsessivo e Compulsivo) e o remédio recomendado para este tipo de transtorno possui ação inversa ao das anfetaminas (como Venvanse), no que diz respeito à ação sobre os neurotransmissores (no meu entender). Resultado: todos meus sintomas TDAH’s voltaram, inclusive aqueles que havia solucionado após a utilização da Ritalina. TOC se trata também (dependendo da gravidade do caso) com psicoterapia. A meu ver a solução é tomar Venvanse e fazer terapia.

  10. gisele eugenia

    Olá,
    Meu nome é Gisele, mãe de Andressa,paciente da doutora Valéria, desde nascida.
    Com meses de vida, ela teve o diagnóstico de retardo neuropsicomotor, decorrente de uma hipoglicemia …graças a DEUS e, a equipe da doutora, só tenho agradecer pelo carinho e compreensão para continuidade do tratamento que, a longo tempo, tem obtido grandes resultados……..valeu

  11. Olá, Fernanda Horta!
    Meu nome é Kênia, tenho 37 anos e tenho uma filha de 13 anos, chamada Jade, que é portadora de TDAH.
    Fiquei muito emocionada quando li o seu depoimento, pois percebi o quanto minha filha se parece com você, como ela tem sentimentos, emoções e ações semelhantes as suas.
    É incrível como a Jade tem mudanças constantes e repentinas de humor, e como é difícil também para nós enquanto família, conviver com esses turbilhões de sentimentos.
    Mas saiba que jamais desistiremos de vocês, que são muito amadas.
    Beijos carinhosos, Kênia.

  12. Fernanda Horta

    Sou Fernanda, tenho 21 anos paciente da Doutora Valeria desde 2010 quando descobrimos meu TDAH.
    Bom prometi a Valeria que viria aqui a um bommm tempo atras, mais hoje eu vim e vou compartilhar com vocês familiares, pacientes e interessados sobre o assunto o que foi e o que é o TDAH na minha vida.
    Brevemente contando ja no terceiro periodo eu tive que repetir por ter grandes dificuldades de aprender a ler e escrever, o que lhes garanto me afetou ja naquela epoca. Depois disso começou a luta na escola, brigas com minha mae todos os dias, devido o fato dela investir em meus estudos e eu pegar recuperação em todas as materias. Com todo mundo dentro de casa falando que nao levo serio nada, que assim nao da, vivia em aulas particulares, namoral era tudo um saco. Nosso como eu chorava no meu quarto por querer tanto ser uma nerd, uma aluna boa, entender tudo que dava na aula, mais nao dava, serio existia um bloqueio, nao era malandragem eu juro, mais nao dava e devido a minha constante agitação e por ficar tao perdida na aula eu simplismente conversava e muito, pra tirar o tedio intenso que vinha dentro da minha cabeca.

    Olha o TDAH é algo muito complexo de se explicar sem duvidas, eu acho muito dificil me relacionar com as pessoas e fazerem elas entenderem esse meu jeito que é tudo ou nada, Meu raciocino é diferente, sou muito confusa as vezes, mais tambem sou tao certa em outras coisas.

    Eu repeti o primeiro ano, quando refiz foi quando descobrimos o TDAH e me tornei a mais inteligente da sala, minha cabeca funcionava como uma maquina sabia tudo sempre, meus colegas de sala ficavam de cara comigo por ter mudado de forma tao drastica. Mais so tomar o remedio nao foi suficiente porque o TDAH nao te atrapalha apenas em seu desenvolvimento escolar, te atrapalha na vida, na socialização, nas suas emoções. Entao no segundo ano apois um mes de aula pra menos cheguei em casa chorando e pedi minha mae pra parar de estudar. E por algum milagre essa mulher maravilhosa que é minha mae deixou! Quando completei meus 18 fiz o supletivo e hoje eu faço duas faculdades (Pedagogia e Educação Física) sou fluente em ingles, tenho carteira de moto e carro. Em dezembro de 2011 fui sozinha pra Australia realizar o sonho da minha vida de sair do Brasil, encontrei o amor da minha vida, mais nao pude ficar, tentei de todas a maneiras voltar e ficar com ele, mais parece que meu destino nao é esse.

    Eu nao contei nem a metade dos fatos da minha vida, porque nao quero escrever demais, pois estou com medo que vocês sejam como eu e fiquem com preguica de ler, entao vou dar minha dica a vocês maes, pais, irmaos, familiares…

    O TDAH nao é uma criação, uma doença inventada pra vender remedios, eu sou extremamente contra os remedios, mais eu tomo, porque a sociedade nao é capaz de aceitar o ser humano que sou, minha agitação, minhas locuras mentais.
    Mais eu tenho fé em retirar a medicação no final deste ano… Sobre tratamentos digo que minha mae tentou varios psicologos mais eu simplismente nao gosto, nao gosto de ter que ficar reclamando da minha vida, ja me sinto extremamente culpada por ter o TDAH e afetar tanto a vida de meus pais.

    Mais me escutem, independente de sua religao, acredite que essas crianças que vieram ao mundo com esse bendito TDAH tem um algo especial, as estimulem para acharem sua grande paixao, pois tenho certeza que serao os melhores no que fazem.
    Como familiar nao os julgem, deem amor, ate mesmo no dia que voce quiser matar a criança.
    Eu ja entrei em caso criticos de depressao na minha vida e se nao fosse minha mae, nao acredito que estaria aqui hoje.
    Cada caso é um caso, mais posso lhe dizer que a cabeça de um TDAH é uma locura e tudo que nos mais queremos é paz interior.
    Eu constantemente me sinto sozinha nesse mundo, pois ninguem parece me entender ou ate mesmo suportar.

    O TDAH meus queridos pode parecer muito negativo mais digo a vocês que mesmo com a minha luta constante contra a mim mesma e minha mente negativa tentando me puxar pra baixo, eu acordo todos os dias me treinando me dando pensamentos positivos, acreditando em mim mesma, porque sei que sou incrivel e tenho qualidades magnificas, e tudo é possivel nessa vida, basta querer.

    Eu tenho orgulho de ter TDAH nao me importo se me relacionar é tao dificil nao, porque prefiro ter 5 pessoas nas quais confiam e me amam do que me rodiar de pessoas que eu tenho que fingir algo que nao sou.

    Me isolei a vida toda, hoje em dia eu vivo pra mim, pro que eu gosto, nao me forco a fazer coisas que me deprimem, me irritam.
    Voce como familiar nao menospreze, nao afete a auto-estima desse ser humano que te cerca, porque voce pode fazer o pior pra ele, como voce tambem pode ser a salvação pra ele seguir o melhor caminho.
    A gente so quer alguem que acredite em nos, e veja que somos capaz !

    Qualquer informação, duvida, pergunta que vocês quiserem tirar vou estar mais do que satisfeita em responder, sobre o que for, estou aqui pra ajudar.
    meu email é fl.horta@hotmail.com

    Abraços

  13. Pedro

    Bom dia a todos , meu nome é Pedro Augusto tenho 20 anos , Tenho o Déficit de atenção , fobia social e depressão sempre me senti muito frustado na minha acadêmica sou discente da UFSJ sempre quis ter ótimas notas mas sempre me frustei em meio de reprovações atingi um nível de depressão devido a TDAH comecei o tratamento com a Ritalina estou no começo ainda é meu terceiro mês , mas tenho resultados ótimos satisfatórios e sei que vou alcançar muito mais , o remédio não faz nada sozinho , nos ajudamos o remédio e ele nos ajuda . Abraço .

  14. Na sexta-feira, dia 6 de junho, depois de 4 anos, levei minha filha Jade, de 13 anos , ao consultório da Dra. Valéria Modesto, saí de lá com o coração transbordando de esperança , confiante de que tudo dará certo.Há muitos caminhos a serem percorridos, o tratamento está reiniciando, mas há uma energia muito positiva no ar.
    Obrigada pelo apoio, Dra. Valéria!
    Kênia Mota.

  15. Raquel Calais

    Sou a mãe do Evandro Neto …. Mas afinal quem é o Evandro Neto?????
    Evandro menino loirinho lindo, nasceu no tempo certo, andou com nove meses, muito esperto, muito inteligente. Todos sempre diziam ele é uma graça “levado com ele só”. Foi pra escolinha com um ano e sete meses, nunca participou das atividades coletivas, não parava quieto, as auxiliares de turma cuidavam só dele. Fui chamada ao menos umas quinze vezes por esta escola(ESCOLA EXCELENTE) onde ele ficou até os seis anos e meio as conversas eram assim:
    -Mãe o Evandro é um amor de menino, não bate, não briga, é carinhoso, é educado, mas não para quieto e não quer fazer as atividades.
    Eu levei a um neuro renomado e ele me disse:
    Vamos esperar ele fazer oito anos, deixa o menino! Se ele fosse parado aí sim iríamos nos preocupar!
    Em 2013 ele precisou mudar de escola, primeiro ano do ensino fundamental. Após o primeiro dia de aula, ele voltou para casa sem o material escolar, descalço, só de uniforme, fiquei muito brava. No terceiro dia de aula fui chamada na escola, toda a equipe de apoio me aguardava (psicóloga, disciplinadora,professora, pedagoga, coordenadora) as queixas eram péssimas:”seu filho não deixa a aula acontecer, seu filho rola no chão como um bebê, você precisa cuidar do seu hiperativo, seu filho é agressivo, seu filho estimula os outros a desobedecerem!
    Nossa…seria meu filho um monstro??? Cheguei a pensar que eles estavam falando de outra criança.
    Durante a conversa expliquei que tinha levado ele ao neuro aí disseram pra levar fora da minha cidade, e citaram o nome de vários médicos, citaram o nome da Dra Valéria(não saiu da minha cabeça), bom voltei pra casa e comecei a procurar referências pela internet achei o telefone da Dra. Valéria, era uma quinta-feira antes do Carnaval e fui atendida por um anjo chamado Déa, ela me disse que se surgisse uma vaga me encaixava, graças a Deus encaixou.
    Fui para JF desesperada, fui super bem atendida e ao final da longa consulta a Dra Valéria me deu o diagnóstico “Seu filho tem TDAH e já apresenta as comorbidades da doença(Transtorno Opositivo Desafiador entre outras suspeita como Transtorno Bipolar, Ansiedade…) não chorei, estava aliviada e queria dar o primeiro comprimido a ele, foi medicado com Venvanse fracionado 10mg primeira semana, 20mg na segunda e retorno em 21 dias. Fiz tudo isso RELIGIOSAMENTE e com a ajuda da minha mãe, estava eu lá para o primeiro retorno sem grandes melhoras e com muitas queixas ainda da escola. Tive fé no tratamento e tomei uma decisão, TROCAR O EVANDRO DE ESCOLA, não sabia como procurar e aí um outro anjo (professora da minha filha, na mesma escola do meu filho) recomendou uma escola pequena e lá foi a minha mãe mendigar uma vaga para uma criança em tratamento (quem quer problema?) e ele foi aceito, bem recebido e nos primeiros quinze dias só andava, ele tinha uma Auxiliar de Vida Escolar, foi melhorando e se adaptando à escola que o recebeu com muito carinho e cuidou dele, deu a assistência que ele precisava e assim vencemos o primeiro ano de tratamento.
    Hoje, com um ano e um mês de intervenção medicamentosa, preciso dizer que a disciplina no tratamento e no cotidiano do Evandro são a chave do sucesso.
    Nunca deixamos de dar um só comprimido a ele, fazer terapia ajuda e muito, manter uma rotina é fundamental (horário para dormir, para acordar, para refeições, para dever de casa) e uma religião seja ela qual for, pois “A fé remove montanhas”.
    Muitas fezes a família da pessoa portadora TDAH precisa de tratamento também, afinal não é fácil enfrentar tudo isso!
    Pelo bem do meu filho esse tratamento é PRIORIDADE!
    À Dra. Valéria e sua equipe MUITO OBRIGADA! Amo vocês!!!

  16. Alexandre Schubert

    Sim, eu tomo Ritalina diariamente. Há três anos.
    Imagine o sofrimento que vou passar se tiver que parar de uma hora para outra!
    Nenhum! Eu paro aos domingos e feriados. Não tomo aos sábados à tarde; e nunca tive o menor sintoma de síndrome de abstinência.
    A Ritalina não causa dependência; quem afirma o contrário, ou é desinformado ou age de má fé.
    Não sou médico, não sou psicólogo, nem enfermeiro; sou um paciente que faz uso contínuo da Ritalina, e que já está cansado de ficar lendo e ouvindo as besteiras que os pseudo entendidos falam sobre a Ritalina.
    No princípio de 2013 ocorreu uma falta generalizada de Ritalina no mercado brasileiro; milhares de pessoas ficaram sem seus remédios, esse blog bombou com milhares de comentários indignados, desesperados, irados e ameaçadores contra o laboratório NOVARTIS. Mesmo os mais desesperados, não narravam nenhum caso de síndrome de abstinência, e sim de retorno ao estágio anterior ao tratamento. Assim tambémseria se faltassem medicamentos para hipertensão; os pacientes não sofrem síndrome de abstinência, mas sua pressão arterial voltará a subir se seu único recurso for medicamentoso.
    Droga da obediência, cocaína legalizada, remédio de concurseiros ou vestibulandos, um monte de asneira que se espalhou pelo Brasil sabe-se lá com que intuito, e que deixa pais e mães, que recorrem à internet, de cabelos em pé quando o médico de seus filhos prescreve a Ritalina. Tarja preta, controlado, isso dá um medo danado, em mim deu. Mas os malefícios do TDAH são tantos, que encarei meus receios e comecei a tomar. Comecei com a Ritalina LA, não deu certo; eu ficava numa irritação assassina. Experimentei a Ritalina comum, foi excelente; tive um pouco de perda de apetite, um pouquinho de tremor nas mãos e um ou dois dias com dor de cabeça que computei à Ritalina já que, quase nunca tenho dor de cabeça. A não ser aquelas que eu mesmo crio.
    E quais os benefícios dessa ‘maravilha’?
    No meu caso: memória, atenção, redução da dispersão, maior produtividade, fico mais desperto e tenho menos variações de humor.
    Fiquei perfeito? Não. Pra começar, ninguém é perfeito. Nem os ‘normais’- que, aliás, duvido que exista algum. Como diria Caetano: de perto ninguém é normal.
    A Ritalina não cura o TDAH ( TDAH é incurável, por enquanto), a Ritalina reduz os efeitos nocivos do TDAH sobre as nossas vidas. Só isso. E isso é coisa pra caramba, quem não sofre da doença não imagina a sensação de alívio que dá esse remédio.
    O TDAH pode ser tratado sem remédio? Pode, mas é muito mais difícil e vai exigir uma coisa que quase nenhum TDAH tem: disciplina. A pressão alta pode ser diminuída sem medicamento, você perde peso, muda radicalmente sua alimentação, faz exercícios físicos, e pode reduzi-la. Você consegue atuar sobre parte dessa pressão arterial aumentada, assim como consegue dominar parte da ação do TDAH sobre sua vida. Se aquilo que você dominou te satisfaz, ótimo, ponto pra você. No meu caso, o que eu consegui não foi suficiente, preciso do remédio pra equilibrar minha vida.
    Portanto, àqueles que falam mal da Ritalina: ‘beijinho no ombro e late mais alto que daqui eu não escuto’. Kkkkkk Nada melhor do que uma citação filosófica pra fechar com chave de ouro. Mas cabe bem aqui.
    A Ritalina existe a mais de 50 anos, não precisa da minha defesa e nem se abala com o dizem seus detratores, mas a mim incomoda ouvir tanta besteira e maledicências, que acabam impedindo pessoas bem intencionadas de tratarem corretamente a si próprios e aos seus filhos.
    Pronto, falei!

  17. Lucas Lima

    Hoje, depois de 13 anos de estudo sobre a minha pessoa, tive a oportunidade de diagnosticar e reconhecer junto com a Dra. Valéria que sou um cidadão portador do TDAH. Essa descoberta foi importante, pois além de me tornar mais forte, dei inicio a um grande processo de mudança da minha vida que atingiu todas as esferas de atuação, desde a profissional até mesmo a social. Reconhecer minhas limitações, competências e habilidades e meu potencial de melhoria só foi possível a partir do momento que reconheci que sofro de uma doença que tem como sintomas básicos a falta de foco, a baixa auto-estima e o conflito diário entre o sonhar e fazer. Em resumo, diagnosticar e tratar o TDAH, é fazer a sua vida deixar de ser feita de promessas para ser pautada em decisões e ações.
    Acredito que aceitar o fato de ser portador da doença não é algo fácil para a grande maioria das pessoas, mas somente obtive resultados significativos a partir do momento que conscientizei sobre a minha realidade e sobre a necessidade de aceitar e tratar o meu problema. Trazer o TDAH para o campo pessoal e individual foi demorado, pois sempre acreditava que a minha situação e minhas dificuldades foram causadas pelos meus sucessores e meus representantes. Felizmente, após alguns meses consegui aceitar o fato de que o TDAH é uma doença que deve ser assumida e enfrentada por mim, desde os aspectos das responsabilidades até as conseqüências positivas que o tratamento propicia. Diante desse cenário, consegui me tratar e aprender a conviver com o problema, e hoje, tenho orgulho em divulgar que obtive grandes sucessos, como a minha formatura e especialização na UFJF, a compra do imóvel próprio, a atuação como professor/corretor de imóveis e agora a segunda graduação que com muito esforço e foco estou lutando para que ela possa ser concluída. Mediante a esse breve panorama sobre a relação com o TDAH, convido aqueles que ainda têm duvidas sobre a sua existência e sobre as conseqüências do mesmo na vida dos seres humanos, a buscarem o tratamento e aqueles que estão em processo de pesquisa e aceitação a não desistirem mesmo diante das recaídas constantes que o paciente passa ao longo do seu tratamento diário.

  18. Rosana C.Silveira Rabite

    Muitas vezes acreditamos que estamos vivendo em meio à intermináveis problemas, mesmo aqueles que dependem de nós mesmos para serem solucionados. Diante do autismo, me senti impotente, perdendo as forças apesar da fé que tenho em Deus. Mas como tudo passa, também recebemos o socorro diante de cada uma dessas dificuldades, através de pessoas que vem ao mundo para nos apoiar com palavras amigas, profissionais da área que amam o que fazem, amigos de luz que nos mostram que tudo é apenas uma questão de superação, fé, amor, persistência e busca do conhecer, do renovar, mudanças de todas as concepções que temos de vida. São provações, lições que vem para nos transformar, nos lapidar e tornarmos melhor de alguma forma. Antes de tudo, agradeço a Deus pela oportunidade de vivenciar isso, pois aprendendo a lidar com essa situação, também recebemos o amor em sua mais pura essência, através do retorno que recebemos nos atos de nossa filha, na resposta dos que nos rodeiam, que também estão aprendendo como nós mesmos a lidar e conhecer formas diferenciadas de dar e receber amor. Aprendemos que tudo tem uma razão de ser e, não é em vão que temos esse grupo de amigos nos amparando e, tornando nossas vidas em momentos especiais, de luta, superação, aprendizado, reconhecimento e construção de fé e mais amor ainda ao próximo. Muito obrigada a todos esses amigos, a vc, Dra. Valéria Modesto que nos amparou num momento em que perdíamos a razão e nos mostrou que a vida estava apenas mudando se curso, mas que continua perfeita, pura e bela. Abçs fraternos e nossa eterna gratidão.

  19. Patrícia Boechat

    ” Conheço pessoas de ação,que sempre serão de ação… Sabe por quê? Porque sempre terminam aquilo que começam.” Repeti essa frase algumas vezes com a minha grande amiga Valéria, durante um treinamento de competências que fizemos. Essa é a Valéria. Uma pessoa de ação; ajudando tanta gente a agir. Dona de um coração tão grande quanto a competência, sonhadora com os pés no chão, trilhando um caminho cada vez mais em direção ao sucesso. Quando eu precisei, ela me ajudou; pois nunca a vi negar a mão pra ninguém. Tenho orgulho de ter uma amiga assim!

  20. Renata

    Passei quase uma vida inteira sem tratamento e me achando um lixo pq tinha muita dificuldade em entender até mesmo uma conversa. Fugia do convívio social e me refugiava no uso álcool para sentir-me melhor. Sempre estava em busca de algo pois nunca achava que estava certa do que executava. Com o tratamento minha vida mudou. Não tenho mais vontade de beber e minha rotina de trabalho modificou-se plenamente. Minhas percepções mentais se modificaram hoje consigo executar tarefas facilmente. Sou feliz!

  21. Patricia Robadey

    Na nossa última consulta em 02/05 disse ao Miguel que ele tomaria uma nova medicação chamada “Concerta”… qdo minha amiga o perguntou que medicação ele estava tomando, ele respondeu: “Construa”… e realmente ele estava coberto de razão… a cada dia o tratamento do TDAH é uma “CONSTRUÇÃO”, com o alicerce, as paredes, os reparos para que possamos a ter uma base forte para sua caminhada na vida adulta. Não é fácil…. mas vamos a luta e mão na massa.

  22. Raquel Calais

    Bagunceiro, levado, desobediente, impossível, insuportável, assim meu filho de seis anos era visto por quem convivia com ele. Em 90 dias de tratamento ele já havia aprendido a ler!!! Milagre!!! Dra. Valéria salvou as nossas vidas. TDAH não é “bicho de sete cabeças”, é preciso tratar.

  23. Odirley e Elisana

    Minha filha tem 12 anos e sempre foi um pouco desatenta e desorganizada com atividades escolares. Após o diagnóstico de TDAH, início do tratamento e da medicação ela ficou mais independente e passou a ter um expressivo progresso no desempenho escolar. Além disso, ela está mais madura e calma, o que resulta numa melhor convivência familiar. Minha esposa e eu temos muito a agradecer às Dras. Valéria e Luciana pelo profissionalismo, apoio e carinho que sempre nos dedicaram.

  24. Fábio

    35 anos de idade, 2 repetencias no colegio por desistência, , 4 faculdades trancadas no primeiro ano, inumeros cursos e hobbys abandonados, uma dezena de empregos que sai sem motivo, 2 divórcios depois de 1 ano de casado, dezenas de amigos que não procuro a anos, 2 falências de negócios que poderiam ter dado certo não fosse a procrastinação de coisas óbvias como ligar para clientes, dirijo o carro com a seta ligada sem perceber…Não sou burro, não sou preguiçoso, só tinha TDAH e não sabia…até hoje..

  25. Mauro

    Vontade é a força psíquica que move as energias humanas e põe em atividade as determinações da inteligência para o bem, defesa e superação no indivíduo. Quando fui conhecer o Grupo, fui no último do ano passado, achei simplesmente fantástico, fiquei muito feliz em ter conhecido a Dra. Valéria e a Educadora Luciana Fiel. Tenho convivência com outros Grupos como o Alcoólicos Anônimos 17 anos, Amor Exigente 9 anos. Para mim grupos de apoio são as melhores coisas que já fizer

  26. Cassia C Alves

    Quando conheci o grupo de apoio, uma porta se abriu! Pude ver que outras mães/ pais também passavam pelo que eu passei. Deixei de sentir culpa por não saber lidar sozinha com esse distúrbio. Sozinho, não dá! Temos que buscar apoio uns nos outros, no coaching, nas palestras… Vamos continuar a fortalecer o grupo, compartilhando as conquistas e também (por que não?) as dificuldades, e convidando quem ainda está sozinho para fazer parte desta grande família que somos agora.

  27. Rosinei

    Dizem que as coisas não acontecem por acaso e é a mais pura verdade!Minha amiga Luzimar estava na sala de espera para uma consulta com a Dra Valéria e enquanto esperava lia um cartaz falando sobre o TDAH.Quando terminou de ler viu ali vários sintomas na minha filha Maria Luiza.E graças a essa grande amiga e a Dra Valéria hj podemos dizer que o tratamento está sendo uma maravilha e cada dia descobrimos como conviver com o transtorno com mais sabedoria e apoio.Obrigada Dra Valéria!Felicidades!

  28. José

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