Mente Confiante

Biofeedback

biofeedback-balanceBiofeedback é um termo do inglês criado em 1969, por Bárbara Brown, durante a criação da Biofeedback Research Society nos EUA, para descrever o processo de leitura, armazenamento e amplificação de sinais fisiológicos emitidos por um organismo vivo e apresentação desse através de mecanismos e interfaces compreensíveis, como mídias.

Conceitualmente pode-se definir a terapia pelo biofeedback como: “um grupo de procedimentos terapêuticos que utilizam instrumentos eletrônicos ou eletromecânicos para uma mensuração fidedigna, processada, e retroalimentada, para os pacientes e seus terapeutas com informação psicoeducacional e com propriedades de reforçamento sobre a atividade autonômica e neuromuscular, normal e/ou anormal, na forma analógica ou digital, sonora e/ou visual, obtida por meio de um competente profissional de biofeedback, com objetivo de auxiliar os pacientes a desenvolverem consciência, confiança e um aumento no controle voluntário dos seus processos fisiológicos, que estão normalmente fora da consciência ou com baixo controle voluntário, sendo primeiramente controlado por sinais externos, e então por meio de cognições, sensações, ou outros meios para prevenir, parar ou reduzir sintomas.” (Schwartz, Andrasik, 2003).

Trata-se de um campo genuinamente multidisciplinar, resultado de pesquisas nas áreas médica, psicológica, engenharia biomédica, teoria geral dos sistemas, cibernética, entre outros.

A História do Neurofeedback

A construção do primeiro aparelho EEG – eletroencefalograma por Berger, em 1924, possibilitou o conhecimento da atividade eletrofisiológica do sistema nervoso central.

Em 1960 Kamiya, descreveu a possibilidade do controle voluntário ondas cerebrais alpha.
Sterman, em 1971 relatou a aplicação terapêutica do Neurofeedback: treino de aumento de ondas SMR (alfa rápido) reduzia crises epilépticas.
O uso em crianças com TDAH foi descrito inicialmente por Lubar, 1979).

O Neurofeedback é um procedimento de treino para a aprendizagem cerebral realizado com o objetivo de monitorar a predominância de ondas theta, beta e SMR.

É padronizado que, para que se consiga obter modificações consistentes, o tratamento deve ser composto por 30 a 40 sessões, semanais aplicadas por profissional especializado em Biofeedback.

Os Sensores medem as frequências de ondas cerebrais do paciente. Estes sinais são decodificados por um computador, que apresenta ao paciente sinais correspondentes às frequências de onda predominantes – no início do tratamento, usualmente ondas lentas (delta e theta).
Nos equipamentos mais modernos, os sinais cerebrais são apresentados sob a forma de um videogame, um neurogame.

Se as ondas estiverem lentas, o paciente não conseguirá marcar pontos. Ele só passará a ganhar pontos quando suas ondas se tornarem mais rápidas.

Com isto, por meio de um processo comportamental denominado reforçamento condicionado, o paciente começa a identificar e a alterar voluntariamente a freqüência das ondas cerebrais nas áreas ligadas ao controle voluntário da atenção, planejamento e auto-controle.

Os ganhos obtidos com o Neurofeedback são resultados de um processo de aprendizagem – a pessoa se torna, ao longo do tempo, capaz de focar e sustentar sua atenção de forma voluntária, sem depender de estimulação química. Dessa forma, em alguns pacientes, torna-se possível a tentativa de retirada do tratamento medicamentoso.

O consenso sobre os Níveis de Eficácia para a utilização do Biofeedback foi elaborado pela Associação Americana de Psicofisiologia e Biofedback. Foram determinados 5 Níveis de Eficácia, sendo que o padrão de maior eficácia é para patologias relacionadas ao sistema urinária (Nível 5). Para TDAH, ansiedade, cefaléia adulto, hipertensão, desordens temporomandibulares o nível de eficácia é o 4.

Existem vários equipamentos de Biofeedback. A escolha do tipo de aparelho a ser utilizado dependerá da patologia a ser tratada, bem como do conhecimento técnico do profissional.

Drª Valéria Modesto

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